Ação do Linalol sobre o Sistema Cardiovascular de Ratos Normotensos

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Dissertação ao Curso de Mestrado Acadêmico em Ciências Fisiológica da Universidade Estadual do Ceará, como requisito parcial para a obtenção do grau mestre em Fisiologia de  KARILANE MARIA SILVINO RODRIGUES

RESUMO
O linalol, um monoterpeno, constituinte de diversos óleos essenciais e possui atividades antiinflamatória, antinociceptiva e anti-microbiana, já comprovadas. No entanto, pouco se conhece sobre seus efeitos no sistema cardiovascular, sendo este, portanto, o objetivo deste estudo.

Avaliamos o efeito do linalol in vivo em ratos normotensos e anestesiados, e in vitro em aorta isolada de rato. Para isso utilizamos ratos Wistar machos, (250-350g). Nos experimentos in vivo estes animais foram anestesiados com pentobarbital sódico para canulação da aorta abdominal e da veia cava inferior. O linalol foi injetado manualmente em bolus no volume de 0,1 ml, seguido de injeção de 0,2 ml de solução salina. Cada animal recebeu uma série crescente de doses (1, 5, 10 e 20 mg/kg, n = 6) através do cateter intravenoso e o curso temporal das alterações de PAM e FC foi registrado.

Um procedimento similar foi realizado em outro grupo de ratos (n = 7) que foram submetidos 15 minutos antes a uma bivagotomia realizada a nível cervical. O linalol em ratos intactos foi capaz de provocar hipotensão e bradicardia de forma dose-dependente (P < 0,01; ANOVA a uma via). Na dose de 10 e 20 mg/kg as respostas hipotensoras e bradicardizantes foram bifásicas.Similarmente em ratos bivagotomizados injeções i.v. de doses crescentes do linalol (1, 5, 10 e 20 mg/kg) induziram uma hipotensão e bradicardia (fase 2) de forma dose-dependentes (P < 0.01, ANOVA a uma via) que se tornam significativas também nas doses de 1 e 5mg/kg, respectivamente. Entretanto, a fase 1, para hipotensão e bradicardia, induzidas pelo linalol nas doses de 10 e 20 mg/kg foi complemente abolida (P <0,01, teste t de Student pareado) em ratos bivagotomizados.

Na investigação in vitro os animais foram sacrificados com câmara de CO2 e a aorta retirada e seccionada em anéis uniformes montados em câmaras de perfusão para órgão isolado contendo solução Krebs, a 37ºC, pH 7,4 e aerado com mistura carbogênica. Os anéis de aorta foram presos por uma haste a uma extremidade fixa e a um transdutor de força acoplado a um polígrafo computadorizado que registra qualquer alteração mecânica provocada pela adição de substâncias ao banho. Os tecidos foram estabilizados por 1 hora antes do início dos protocolos.

O linalol apresentou ação relaxante significante tanto no acoplamento eletromecânico como farmacomecâncico cujas IC50s preparações de aorta com endotélio intacto. Estes resultados não foram estatisticamente diferentes daqueles encontrados com em preparações de aorta com endotélio intacto. Linalol também, mostrou ação via VOCCs já que conseguiu nas concentrações de 300 (n=5) e 1000 μM (n=5) reduziu de forma estatisticamente significante (p < 0,05, ANOVA a duas vias seguido de Holm-Sidak) a amplitude máxima da curva de CaCl2. Foi avaliada a ação do linalol sobre os canais de K+ dependente de voltagem e notou-se que na presença do 4 AP (n=6) com IC50 de (1407 ± 47,0 M) o que sugere que esta pode ser uma via usada pelo linalol para provocar seus efeitos relaxantes. Com isso, percebe-se que o linalol apresenta efeitos sobre o sistema cardiovascular tendo efeitos hipotensores e antiespasmódicos.

 

Veja tese completa em http://goo.gl/gDbvEC

 

 

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