O espírito vive de vitalidade, enquanto que o corpo vive de energia.

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Professor Túlio Americano *

“Na realidade o corpo não gosta de se alimentar…!

Calma…  Eu sei que “você” gosta de comer! Mas lembre-se, aqui estamos falando do corpo físico, e não da morada de sua libido ou do seu “centro de prazer”, que não são atributos do corpo e sim da mente.

Estas distinções, que são importantes, deixemos para outro momento. Agora o que importa é perceber que o processo de se alimentar traz para dentro do sistema elementos que são estranhos a ele, portanto quando isto acontece, do ponto de vista do corpo, é extremamente necessário que este processo seja o mais breve e eficiente possível.

“Eficiência”, entre outras coisas implica em que o resultado
energético desta atividade de “comer” seja sempre positivo.

Isto significa que comer e digerir são demandas energéticas que não são evitáveis, mas que precisam acontecer dentro de uma economia equilibrada apesar de exigirem e consumirem muita energia!

Então, não é desejável que você invista mais energia em
um alimento do que aquela que este alimento possa te fornecer.

Tendo isto em mente fica fácil entender que qualquer alimento de difícil digestão torna esta equação negativa, o que gera dois efeitos perversos:

  1. Obriga o sistema a funcionar dentro de uma economia de “guerra”, o que gera muita toxina e muito desgaste.
  2. A longo prazo, esta situação de esforço e desgaste acaba se tornando um método de vida, o que vai se refletir na qualidade desta vida quando esta estiver já do meio para o fim.

Pense sobre isso enquanto falamos um pouco mais do significado da atividade do comer, do ponto de vista do corpo.

Algumas linhas atrás, comentei que quem “gosta” de comer não é o seu corpo, e sim a sua mente, a sua psique. Esta distinção foi introduzida em função da necessidade de em algum momento tomarmos contato com as distorções que ocorrem na nossa vida e saúde, porque misturamos O COMER com o nosso PRAZER.

Uma destas distorções, e talvez a mais fundamental, é a confusão conceitual que a maior parte das pessoas faz quando tendo que lidar com os fenômenos da “energia” e da “vitalidade”. A maior parte das pessoas acha que “vitalidade” e “energia” são a mesma coisa, quando na verdade pertencem  a dimensões diferentes e a um mesmo fenômeno fundamental. Certamente esta discussão poderia ser bastante longa, visto que os dois conceitos são muito extensos. Mas para aqueles aspectos que nos servem diretamente, podemos começar pensando que:

ENERGIA é a substância fundamental que dá corpo e presença a este universo. Assume muitos estados e condições a depender em que momento a visualizamos, mas continua sempre sendo a mesma substância fundamental.

Portanto aquilo que extraímos dos alimentos e de quaisquer outros elementos nutrícios quando nos alimentamos deles é a apresentação da energia que aqueles nutrientes capturaram (da terra, do sol e do cosmos) e elaboraram, e que nos são úteis de alguma maneira, sendo por isso que a buscamos.

VITALIDADE seria aquilo que experimentamos quando estamos neste exercício de buscar e nos apropriar dos pacotes de energia que nos são necessários.

Compreender isto é tão importante que de fato esta busca constante será mais ou menos prazerosa e nutrícia a depender do como e do quanto entendemos que devemos nos empenhar nisto. Trazendo para o universo que nos interessa, sob este ponto de vista, comer alguma coisa sempre será algo que envolve ganho de energia.

Mas nem sempre esta atividade será algo “vitalizante”!

Para exemplificar melhor, pense você ingerindo grandes quantidades de feijão, toucinho, pés de porco, orelhas de porco, cachaça com limão e açúcar, e todos os outros ingredientes que entram em uma típica feijoada. Assim como é verdade para qualquer refeição complexa, de grandes quantidades e de difícil digestão, o seu corpo simplesmente vai ter que ir dormir para não entrar em colapso, somente em função do trabalho que vai dar elaborar todos estes pacotes de energia!

Toda a sua vitalidade vai ser mobilizada para fazer esta digestão, e provavelmente você não vai se prestar a mais nada antes que este processo tenha se esgotado.

Este é um bom exemplo de uma situação onde grandes
volumes de energia produzem níveis baixíssimos de vitalidade!

Sim, dois fenômenos que estão estreitamente ligados, mas não são a mesma coisa. Desta observação surge então outra idéia estranha:

Se você quiser usufruir sempre de uma grande vitalidade,
faça o mínimo de digestão possível!

Somos muito mais mente do que corpo. Ou dito de uma forma mais “holística”, somos muito mais “mente/espírito” do que corpo. Sendo assim faz muito mais sentido alimentarmos mais frequentemente o espírito que o corpo.

Pois bem, simplificando, o que se propõe aqui é que:

O espírito vive de vitalidade, enquanto que o corpo vive de energia.

É claro que em momento algum estará sendo sugerido aqui que você tem que deixar de alimentar o seu corpo para ter uma vida plena de prazer e equilíbrio. Pelo contrário! O seu corpo é um templo que deve ser cuidadosa e carinhosamente mantido em todas as suas necessidades.

De fato o que estará se propondo o tempo todo neste nosso estudo é a associação inteligente entre elementos nutrícios que tragam muita energia e muita vitalidade.

Em outras palavras, e nos reportando àquilo que viemos comentando sobre energia e vitalidade, o Ser Humano se confundiu tanto quanto ao significado destes fenômenos que pretende suprir as necessidades do espírito usando estratégias próprias do corpo!

O resultado deste enorme engano é a insatisfação permanente e as acumulações perniciosas no corpo: toxinas em todos os níveis de consciência, em todos os corpos!

Somos uma humanidade de seres gordos e frustrados simplesmente porque esquecemos que somos mais espírito do que corpo, e que não é possível nutrir o espírito alimentando o corpo!”

Aprendi com vários mestres que o antônimo de ESPIRITUALIDADE
é a PREGUIÇA, o procrastinar.
Portanto: como evoluir espiritualmente SEM VITALIDADE?
Conceição Trucom – Do blog Doce Limão

(*) Túlio Americano em sua apostila do Curso de Nutracêutica realizado em março 2013. Formado em Educação Física e Nutrição com especializações em Fisioterapia, Tradicional Medicina Chinesa, Fitoterapia, Iridologia, Shiatsu, Medicina Ayurvédica, Massoterapia, Rolfing, Tuiná, Hipnoterapia, Florais de Bach e Homeopatia. Idealizador e Diretor do Centro de Ensino e Pesquisa em Naturopatia – Alma Naturae: www.almanaturae.com.br

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